sábado, 16 de agosto de 2008

Valeu a pena, Brasil!

Fazia tempo que eu não torcia tanto pela Seleção Brasileira. Camarões deu um brilho especial à partida. Os africanos são catimbeiros, arrogantes e bons de bola. Assim que é gostoso.

Diego foi o maestro do meio-de-campo. Roubou a bola no campo de defesa, avançou e deu um passe milimétrico para Rafael Sóbis - que em breve sentirá o gostinho de vestir a camisa do Peixe também - marcar um golaço.

No segundo gol, a jogada toda começou também com o ex-camisa 10 do Santos , que esticou para Ronaldinho Gaúcho triangular com Thiago Neves. Marcelo concluiu magistralmente.

Foi um jogo difícil com um juiz péssimo apitando. Mas valeu a persistência do Brasil.

CHUPA CAMARÕES!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Cielo vence 50 m livre e conquista o ouro inédito


Quando César Cielo conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, na quarta-feira, e disse que iria trazer também a medalha de ouro, poucos acreditaram no que o nadador falava. Nesta sexta-feira, ele cumpriu a promessa. Com 21s30, a apenas dois centésimos do recorde mundial, o brasileiro quebrou novamente a marca olímpica da prova e conquistou o primeiro ouro do Brasil em Pequim.

Com a medalha de ouro dos 50 m livre, conquistada nesta noite (manhã de sábado em Pequim), ele se torna o primeiro brasileiro campeão olímpico da natação. Antes dele, as principais glórias nas piscinas eram de prata, duas com Gustavo Borges (100 m livre em Barcelona-1992 e 200 m livre em Atlanta-1996) e uma com Ricardo Prado (400 m medley em Los Angeles-1984).

Dois franceses completaram o pódio, Amaury Leveaux com 21s45 para levar a prata, e Alain Bernard, atual campeão olímpico dos 100 m livre, bronze com 21s49. Nas eliminatórias para a prova, Cielo já dava sinais de que poderia surpreender. No primeiro dia em que caiu na água para nadar a distância, ele quebrou o recorde olímpico, com 21s57 - a marca foi quebrada logo na seqüência por Leveaux, com 21s56.
Nas semifinais, ele voltou a abaixar o melhor tempo já nadado em piscinas olímpicas. Com 21s34, ele foi para a final com o melhor tempo entre os oito classificados.Nada mal para o garoto de Santa Bárbara do Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. "O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada".
O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.
Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. "Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica", conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano. E foi de Auburn que veio outra peça chave na conquista: o australiano Brett Hawke.
Técnico na universidade, ele se integrou à comissão técnica da equipe brasileira à pedido de Cielo, para manter o programa de treinos tão vitorioso que o brasileiro fazia nos EUA. Ex-nadador olímpico, Hawke foi sexto em Atenas-2004. "O que eu sempre digo a ele é que a melhor fase da minha carreira veio quando eu menos pensava nos meus adversários", lembra o técnico. Nos 100 m livre, em que nadou na raia oito, o conselho funcionou para o bronze. Nos 50 m livre, foi ainda mais longe: valeu ouro.

CONFIRA O PERFIL DO NADADOR

Brasil capenga no esporte e na imprensa




Só Cielo salva o Brasil.

O esforço dos atletas brasileiros deve ser reconhecido, sem dúvida.
Mas não há nada tão evidente quanto a discrepância técnica e tática com duas dezenas de países.
Sem falar na financeira.

Por que o tom ufanista predominou por tanto tempo? Alguns nomes decepcionaram, mas era sonhar alto demais imaginar que essa situação seria diferente. Basta prestar atenção nos dirigentes políticos e esportivos que temos.
Gostei da raça de Talita e Renata no vôlei de praia. E da determinação da natação brasileira, apesar das eliminações.
Surpreendeu o baixo rendimento do corredor Sandro Viana, nos 100 m. Na verdade, hoje foi um dia ruim para o atletismo brasileiro.
O judô, nesta Olimpíada, foi um fiasco.
E o futebol? Pra quem gosta deste esporte, até o momento as seleções masculina e feminina ficaram devendo. Hoje, a seleção de Marta e Cristiane fez um jogo desorganizado e arrogante em vários momentos. De onde vem tanta prepotência? Necessidade de auto-afirmação, talvez.

A imprensa, pragmática como uma máquina de moer carne, pouco inovou. Forneceu uma overdose de informações descartáveis. As que não eram descartáveis foram divulgadas como se divulga cotações da Bolsa de Valores. Por medo de errar ou parecer fútil (mesmo que esta seja a essência do jornalismo atual neste País que recrudesceu o uso do politicamente correto), os repórteres repetem chavões à exaustão.

E tem um problema grave, esta imprensa que exagera no louvor ou na execração: é umbiguista. Tem sérias dificuldades para se auto-analisar. Nem tanto do ponto de vista técnico, que cumpre o seu papel. O bicho pega na relação dos repórteres com o mundo e com a realidade das pessoas "comuns". Uma coisa distante, forçada, sem química.
Na verdade, um efeito macabro do jornalismo que prioriza o ritmo industrial em detrimento da reflexão.




quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Cielo espetacular


Enquanto todo o mundo olhava para o meio da piscina, o nadador com o pior tempo que caía na água passava despercebido. Grande erro. Na mesma raia em que seu mentor, Fernando Scherer, conquistou a medalha de bronze dos 50 m livre nas Olimpíadas de Atlanta-1996, o paulista de Santa Bárbara d'Oeste César Cielo conquistou a medalha de bronze dos 100 m livre nos Jogos de Pequim.Cielo obteve o tempo de 47s67, recorde sul-americano da prova, e chegou empatado com o norte-americano Jason Lezak em terceiro. O francês Alain Bernard foi medalha de ouro, com 47s21, seguido pelo australiano Eamon Sullivan, medalha de prata com 47s32.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Brasil 1982

Deu sono


Diego foi um dos poucos jogadores que correram em campo, hoje, contra a inexistente China. Marcou um belo gol, deu passes que poderiam resultar em gol se não fosse a displicência de Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato. Se tivesse a dignidade de jogar sério, a Seleção Brasileira poderia ter feito dez gols em vez dos três que a colocaram como primeira do grupo. Ainda bem que agora vai ter que mostrar um pouco mais de futebol, senão volta para casa mais cedo.

Ginástica: bem ou mal?


Alguns sites classificaram a participação da ginástica por equipe do Brasil de desastrosa. Ficou em último lugar na final.

Eu assisti do início ao fim e achei perfeitamente normal. A China ganhou a medalha de ouro, os Estados Unidos a de prata e a Romênia - desbancando a Rússia - levou a de bronze. Eram oito equipes fortíssimas. A do Japão, que ficou em quinto lugar, comemorou como se tivesse ganhado o ouro.

O desempenho das ginastas brasileiras não foi ruim. O problema é que as barras assimétricas não são a especialidade desta galerinha. E no solo, o nervosimo era patente. Mesmo assim, Daiane dos Santos arrebentou. E no aparelho chamado trave, Jade foi muito bem. Um oitavo lugar honrado.

Saudades daquele Peixe

CLICA AÍ NO TÍTULO PARA RELEMBRAR OS BONS MOMENTOS DA VITÓRIA SOBRE O CORINTHIANS NA DECISÃO DO BRASILEIRO DE 2002.

Corinthians empata. Mas e daí?

Assisti pouco ao jogo entre Corinthians e Avaí, que terminou em 1 a 1. Nos lances que acompanhei, sobressaiu a figura de Dentinho. Mas havia outras disputas quem me interessavam mais do que o jogo em Floripa. Afinal, Corinthians e Avaí era só mais uma partida da Série B.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Cristiane 3 x 1 Nigéria


Num jogo fraco tecnicamente, a Seleção Brasileira Feminina conseguiu assegurar a vaga para as quartas-de-final. A Nigéria só ofereceu resistência nos primeiros 20 minutos. Após tomar dois gols-relâmpagos, arriou.
O terceiro decretou o fim do sonho nigeriano. Cristiane, e só ela, foi o destaque da partida. O resto ficou devendo muiiiiiiiiito.

Jade e Daiane conduzem o Brasil


A ginástica feminina do Brasil disputará amanhã a primeira final olímpica por equipes da história do país depois que as meninas encabeçadas por Jade Barbosa e Daiane dos Santos conseguiram no domingo se classificar em sétimo lugar em Pequim.

O resultado foi bastante comemorado pela chefe da equipe brasileira, Eliane Martins, que lembrou que nos Jogos de Atenas, em 2004, o Brasil havia ficado em nono lugar entre oito finalistas. "A cada competição que passa a gente dá um passo a mais. Acabamos em sétimo agora, terminando na trave, que é um aparelho super difícil", disse ela a jornalistas, afirmando que a equipe passou pelo estresse de ter de competir por último (na rotação das equipes pelos aparelhos), tendo que acertar para garantir a vaga. As brasileiras se mostraram confiantes em todos os aparelhos, com exceção da trave. Jade, Daniele Hypólito e Laís Souza se desequilibraram e não contiveram as lágrimas no final do exercício. "Com certeza pelo menos uma, duas medalhas devem vir. No feminino, no masculino, vamos torcer", disse Eliane, estimando que o Brasil poderá ficar entre a quarta e a quinta posições por equipe. "Se a gente não tiver erros, acho que a gente pode melhorar bastante essa classificação", afirmou ela, ressaltando que a equipe tinha Ethiene Franco, de apenas 16 anos, abrindo todos os aparelhos da sessão em sua primeira grande competição internacional. "A Ethiene é super estável, mostrou que dá para confiar nela. Ela é a menina certa para abrir os aparelhos para dar confiança à equipe." A competição por equipes foi liderada pela China, Estados Unidos e Rússia. A Itália, uma das favoritas para as finais, acabou ficando de fora. "Eu sempre falava que a gente tem que entrar, que a gente merecia entrar. A gente trabalhou oito anos para estarmos aqui, eu, a Laís e a Daniele. É bom você ouvir o comentário das pessoas dizendo que a ginástica do Brasil está bonita, uma maioria de técnicos falou que a gente tem condição de brigar por medalha", disse Daiane, classificada para sua segunda final olímpica no solo depois de Atenas. Além dela, o Brasil terá Jade Barbosa na trave, e Ana Paula Silva e Jade no individual geral. No masculino, Diego Hypólito classificou-se para a final do solo com a melhor nota.

Tiago Camilo honra a filosofia do judô


Tiago Camilo é o melhor judoca brasileiro da atualidade. No Mundial, venceu sete partidas por ipon. Sua trajetória é irrepreensível.
Por pouco não chegou ao ouro. Mas a medalha de bronze também o faz entrar para a história.
Tiago Camilo conquista a terceira medalha do Brasil na Olimpíada de Pequim.

Corinthians desdenha liderança


Fugindo do clima de final, Avaí e Corinthians decidem nesta terça-feira, às 20h30m, na Ressacada, em Florianópolis, quem ficará com a liderança isolada da Série B do Campeonato Brasileiro, faltando apenas duas rodadas para o final do primeiro turno. O SporTV transmite a partida para todo o Brasil.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Torcida bonita


João Vitor e Sueli, torcedores do Nova Itália

Jogaço no Amador: Santa Rosa x Nova Itália

O Nova Itália pressionou o jogo inteiro, mas o Santa Rosa resistiu. O time do Bairro Jaguari praticamente garantiu a classificação ao vencer o Nova Itália por 2 a 1. Só para refletir: por que raios a Liga Desportiva Limeirense (LDL) marcou os três últimos jogos do Santa Rosa justamente no campo do Jaguari? O time precisava dessa força? São detalhes que acabam manchando uma bela organização. Pra que dar pano pra manga, gente? Vamos fazer as coisas direitinho, sem apelação.

Vale a pena ser zumbi


Ketleyn Quadros é a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica em uma prova individual. Leandro Guilheiro conquista o bronze relâmpago com um ippon sobre iraniano.
Não é mole ficar acordado madrugada e manhã, mas vale a pena. Mesmo que as pernas se arrastem, o raciocínio fique lento e as pálpebras pareçam pesar uma tonelada. A conquista da medalha é realmente sensacional.

Brasileirão emocionante

Quem poderia pensar num Grêmio como melhor time do campeonato? Quem poderia imaginar um São Paulo derrotado pelo Fluminense? E no Palmeiras sofrendo muito para se manter no G4? Ou, então, no Vitória tão arrasador? Para exemplificar a emoção deste Campeonato Brasileiro, dê uma olhada nos resultados do fim de semana.

19.ª RODADA
Sábado, 9 de agosto
Flamengo 1 x 0 Atlético Paranaense
Atlético Mineiro 0 x 4 Grêmio
São Paulo 2 x 1 Goiás

Domingo, 10 de agosto
Botafogo 1 x 0 Palmeiras
Vitória 5 x 0 Vasco
Portuguesa 2 x 1 Cruzeiro
Coritiba 3 x 0 Sport Recife
Náutico 1 x 0 Santos
Ipatinga 2 x 1 Fluminense
Internacional 1 x 1 Figueirense

sábado, 9 de agosto de 2008

Grêmio campeão do 1o turno

Como previram 80% dos internautas que votaram na enquete do Golaço, o Grêmio é o campeão do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. São Paulo e Vitória ficaram com 10% das preferências, cada um. O Tricolor já garantiu uma posição no G4. O Vitória quer manter a boa fase, apesar da dura missão de perseguir o Palmeiras no G4.
O Grêmio, a despeito das análises desabonadoras, mostrou que tem fibra e técnica suficiente para surpreender qualquer time.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pipoqueiros debocham do Brasil

A estréia do Brasil contra a Bélgica não convenceu os argentinos, principais rivais do time de Dunga na briga pela medalha de ouro nas Olimpíadas. Nesta sexta-feira, o jornal esportivo "Olé" voltou a provocar a seleção pentacampeã do mundo: "Não assusta ninguém", diz o título da matéria sobre a vitória de 1 a 0 dos brasileiros sobre os belgas.

Para o "Olé", Ronaldinho Gaúcho foi uma "figura decorativa" em campo e o Brasil sofreu para vencer uma "pobretona Bélgica". O diário afirma ainda que a equipe de Dunga só conseguiu a vitória após a expulsão de um rival.

Apesar da provocação, o "Olé" lembra que é "normal que o Brasil comece um torneio no ritmo de um caracol, mas chegue inteiro nas finais". Porém, o jornal aproveita para debochar de Ronaldinho e diz que se o camisa 10 repetir a atuação de quinta-feira, a Argentina já pode comemorar mais um ouro olímpico.

Na capa da edição desta sexta, o "Olé" destacou o entrosamento entre Messi e Riquelme na vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim na estréia.

Observação deste humilde jornalista limeirense:
Los hermanos gostam de fazer pose e contar vantagem. São apenas uns coitados tagarelas. Diante do Brasil, tremem como vara verde de bambu. Messi, Riquelme e Cia são apenas bons jogadores adeptos do futebol-espalhafato. Nada de novo debaixo do sol. Firulas por firulas, prefiro as do Ronaldinho "foca amestrada" Gaúcho.

Acompanhe Guilherme Guido

Clique no link ao lado e acompanhe todas as provas da natação em Pequim. Cortesia do site do nadador limeirense Guilherme Guido.