quarta-feira, 2 de junho de 2010

Craque no Independente


Leio com satisfação no Jornal de Limeira que o meia (que também atuou como segundo volante muitas vezes) Piá foi contratado pelo Independente. Foi a melhor aquisição do Galo nos últimos anos. Dir-se-ia que o ex-jogador de Santos e Corinthians é o Ronaldo da Segundona.

Vi muitos jogos de Piá. Principalmente no Santos. Também mantive uma relação de cordialidade por muitos anos dada a convivência no Jardim Nova Itália - o atleta é torcedor do Novinha, nosso time do bairro. Além disso, Piá morava na vizinhança, no Jardim São Paulo. Aprendi a conhecer o Piá com uma visão diferente de meus colegas da mídia.

Na foto, Piá - mais jovem - com amigos, entre eles Gian, que jogou no Vasco e serviu a Seleção Brasileira (o primeiro, à esquerda)
Pra maioria dos jornalistas, as informações quase sempre chegam via órgãos oficiais ou por meio de fofoca. Quando você acompanha o desenrolar das histórias in loco, aprende a refletir sobre as versões. Piá é, sem dúvida, um jogador polêmico. Muito mais por sua autenticidade do que por supostos deslizes contra a lei. O que ele devia, pagou. E deve ser respeitado também no âmbito da lei e do bom senso.

Há dois anos, fiz uma entrevista com Piá para o Jornal de Limeira. Foi um bate-papo muito legal, regado a samba e cerveja. Bem ao estilo dele. E ao meu.

Piá: bad boy ou sangue bom?

25/05/2008

Jogador fala sobre imprensa, times grandes e novo clube

Piá ganhou fama com o futebol. É o último jogador revelado pela Internacional de Limeira cuja técnica foi reconhecida por grandes clubes brasileiros. Meia-armador criativo e de passes precisos, acabou rotulado de bad boy primeiramente por gostar da boemia. Depois porque teve o nome verdadeiro - até então pouco conhecido - escrito nas fichas policiais por conta de problemas com pensão alimentícia e acusação de participação em um assassinato.
Aos 33 anos, Reginaldo Revelino Jandoso quase viu sua carreira acabar em um processo no qual era acusado de co-autoria em homicídio. Absolvido no mês passado, respirou aliviado. Mas não tanto a ponto de receber o repórter do Jornal de Limeira sem desconfiança.
A imprensa, para Piá, esqueceu os bons momentos que ele teve para se dedicar apenas a noticiar os problemas extracampo. "Não tenho só coisas ruins para ser divulgadas", diz serenamente segurando um copo de cerveja em um bar da 4ª Etapa do Parque Nossa Senhora das Dores. É neste boteco aconchegante - nomeado por ele como "Bar Vip", que ele recebe o Jornal de Limeira.

Piá está entretido com uma partida de truco. Interrompe o jogo momentaneamente para perguntar se o repórter quer beber alguma coisa. Coca-cola, guaraná, cerveja... Depois pede à dona do boteco que sirva uma cerveja. Ele retorna à mesa para terminar o jogo de truco e ficar, depois, sossegado para a entrevista.

A dona do bar diz que procurava um nome para o estabelecimento quando Piá deu a sugestão. Todos gostaram e ficou "Bar Vip". Ela é vice-presidente da Escola de Samba Nova Cidade. A agremiação desfilou no carnaval de rua de Limeira neste ano. E já está ensaiando para o ano que vem. O samba transpira no ambiente. O grupo Nova Malícia, convidado da tarde, toca partido alto e pagodes da moda.

Piá termina o truco, pega duas cadeiras e vai para a calçada. Ali, com o pagode ao fundo, transcorre a conversa. Ele não esconde que gosta de beber com os amigos. Não faz gênero, não se justifica. Só observa em silêncio tendo a testa franzida e a mão no copo.

Quando começou, nos juniores da Inter, em 1991, Piá era apenas mais um aspirante a camisa 10 de um time profissional. Oriundo de Leópolis, no Paraná, chegou a Limeira quando tinha seis anos de idade. Teve uma infância difícil, como a maioria dos garotos que tenta o sucesso no futebol.

Em 1996, no profissional da Inter, começou a caminhada rumo ao reconhecimento. Foi campeão matogrossense no Operário de Campo Grande, campeão mineiro no Cruzeiro e do Torneio Rio-São Paulo em 97, com o Santos.

NO SANTOS
A primeira venda ocorreu justamente para o Peixe que, com Piá no time titular, calou quase 30 mil torcedores que apostavam em Romário, Sávio e Cia. para vencer a partida no Maracanã. O 2 a 2 deu o título ao Santos e Piá estava sentindo o gostinho da consagração.
Mas aí vieram os desentendimentos com com o técnico Vanderlei Luxemburgo. "Ele não é chato. É um disciplinador", ressalta, meio reflexivo. "Não me arrependo de nada, mas se pudesse, faria muita coisa diferente do que fiz", emenda, logo após uma curta pausa.

A permanência no Santos ficou difícil e Piá foi vendido à Ponte Preta pelo maior valor já pago por um time do interior: US$ 1,5 milhão. A Macaca acolheu Piá bem. Ele ficou oito anos no clube e até hoje mantém amigos em Campinas, que visita constantemente. "Tenho um vínculo muito grande com a Ponte Preta. Foi o clube que eu mais gostei de trabalhar", declara.

O parceiro de todas as horas é o goleiro Lauro, ex-Ponte Preta, que marcou um gol de cabeça antológico contra o Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2003, empatando a partida para a Macaca aos 52 minutos do segundo tempo.

Depois de quase uma década na Ponte, Piá é vendido ao Corinthians. Uma transação polêmica, bancada pelo gerente de futebol do Timão, o ex-jogador Roberto Rivellino. Quando Piá chegou, o Corinthians já andava mal das pernas financeiramente e dentro de campo. Trocou o técnico Juninho Fonseca por Oswaldo de Oliveira na esperança de um bom Campeonato Paulista, mas só conseguiu escapar do rebaixamento, graças ao São Paulo, que venceu o Juventus na última rodada.

O clima pesou para Rivellino quando ele declarou que Mustafá Contursi (presidente do Palmeiras) sabia administrar o Verdão melhor que os cartolas corintianos dirigiam o Corinthians. O ex-jogador foi fritado, deixou o time do Parque São Jorge e os jogadores que ele tinha trazido - entre eles, Piá - ficaram numa situação delicada. "O Citadini (Antonio Roque Citadini, braço direito do então presidente Alberto Dualib) atrapalhou bastante", diz Piá. "Se não fossem as divergências, teria sido melhor. Dentro de campo o trabalho estava sendo feito", afirma, elogiando o técnico Oswaldo de Oliveira, a quem classifica de "amigo particular". "Fui titular em todos os jogos".

Do Corinthians, Piá foi para a Portuguesa, onde disputou a Série B do Campeonato Brasileiro. Faltou pouco para a Lusa subir. Segundo ele, foram seis meses de bom futebol. Em seguida, foi contratado pelo Santa Cruz, time pelo qual foi campeão estadual em 2005 depois de um jejum de nove anos no Campeonato Pernambucano. Neste ano, o Santa Cruz também ascendeu à Série A do Campeonato Brasileiro.

SAMPAIO CORRÊA
Os problemas extracampo - processo por pensão alimentícia e porte ilegal de arma - atrapalharam a permanência de Piá no Santa Cruz e ele veio para o União São João de Araras, time pelo qual ele disputou o Campeonato Paulista de 2006 e parte de 2007, quando foi contratado pelo São Raimundo, de Manaus. Piá foi um dos artilheiros do time no Campeonato Brasileiro da Série B com oito gols, apesar de ser meia-armador. "Nem sei quantos gols marquei. Nunca me preocupei em anotar porque minha função dentro de campo é mais servir", explica Piá.

No mesmo ano, Piá voltou para o União São João de Araras e, logo em seguida, foi acertada sua transferência para o Ituano. Depois, foi contratado pelo Comercial de Ribeirão Preto e terminou o Campeonato Paulista de 2008 pelo Rio Preto.

Contratado semana passada pelo Sampaio Corrêa, o principal time do Maranhão, Piá vai disputar a Copa Maranhense e o Campeonato Brasileiro da Série C. A princípio, Piá jogaria a Série B pelo América do Rio Grande do Norte. Mas acabou acertando com o clube do Maranhão, onde trabalhará com um amigo seu, o técnico Celso Teixeira, que é de Campinas. "O Sampaio Corrêa cobriu a proposta do América", diz, sem revelar valores.

O jogador já está no Maranhão, onde foi destaque do jornal "O Estado do Maranhão" e do site oficial do Sampaio Corrêa, no qual foi chamado de craque. "Espero fazer um bom trabalho no novo clube. Mas estarei sempre ligado a Limeira, que eu adoro", comenta.
Piá, apesar da fama de boêmio, nunca deixou de treinar regularmente e está em forma. "Só preciso de ritmo de jogo", disse ao Jornal de Limeira, na semana passada. O atleta revelado pela Internacional de Limeira deve estrear após 15 dias. A julgar pelo tratamento da imprensa e torcida maranhense, a fama de bad boy ficou para trás. O que o Sampaio Corrêa vê, assim como os amigos, é um atleta de garra, um Piá sangue bom.

Pingue-pongue com Piá

Jornal de Limeira - Vai jogar no Sampaio Corrêa?
Piá - Está tudo acertado. Tenho um grande amigo lá, o Celso Teixeira, que é de Campinas.
JL - Você se arrepende de alguma coisa?
Piá - Não me arrependo de nada. Mas se eu pudesse mudar o passado, eu faria muita coisa diferente do que fiz.
JL - O que, por exemplo?
Piá - Gostaria de estar aqui quando o Pecos (ex-jogador da Inter) morreu. Era um grande amigo e fiquei muito sentido. Na época eu estava no Paok, da Grécia.
JL - De que cidade é o Paok?
Piá - É de Thessalomik, perto de Atenas.
JL - A temporada lá foi boa?
Piá - Eu fui numa época ruim. Fazia 15, 20 graus negativos. Muito frio. O verão lá que é maravilhoso. Tem as praias mais bonitas do mundo.
JL - Como você a situação da Inter e do Galo?
Piá - Fico muito triste. Falta apoio dos empresários. Já vi cidades menores com times mais estruturados.
JL - O que você acha de Limeira?
Piá - Adoro Limeira. Não consigo ficar longe daqui. Mas a cidade é muito pobre em opções para diversão.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A campeã voltou!

Manchete do Jornal de Limeira nos enche de alegria e orgulho: a Winner voltou!

Além de ajudar a resgatar nossa autoestima - a Inter também está rumando para a ascensão - a montagem de um time profissional de basquete oferece mais uma opção de lazer saudável e pra lá de divertido.

Ultimamente, só o Galo da Vila Esteves anda fazendo uma legião de fãs chorar de tristeza.

Pobre Independente!

domingo, 30 de maio de 2010

Bom clássico

O Corinthians venceu o Santos com méritos. Mas o juiz quase estraga o espetáculo. Na verdade, a anulação de um gol legítimo naquele momento da partida teve desdobramentos que complicaram o Peixe.

Em tempo
O Neto (insuspeito) cantou a bola no Terceiro Tempo da Band, logo depois do jogo: "pra ver se há impedimento, só com tira-teima e ainda dependerá de quem comandar o equipamento... Se for corintiano..."

Neto cravou que o gol foi legal.

É, a coisa tá feia...

Quando o brucutu corintiano toca a bola, não há impedimento. Logicamente, milésimos de segundos depois - quando o chute pega em outro brucutu corintiano e no André - ele já está um pouco mais à frente. Mesmo assim, o bandeirinha levantou o instrumento de trabalho com uma convicção espantosa. E o juiz anulou o gol numa velocidade mais espantosa ainda...

Há gente falando que a arbitragem já começou a operação salva-centenário do Corinthians. Afinal, outros times foram garfados contra o Timão em rodadas anteriores. Mas não acredito nisso. A juizada no Brasil é muito ruim mesmo.

Ouvi também que não dá para reclamar da ajuda do árbitro ao Corinthians porque o Peixe também teria sido "ajudado" pela arbitragem na final do Paulista. Não, meus amigos corintianos. Se tivesse intenção do juiz ajudar o campeão paulista de 2010 ele não teria destroçado a equipe alvinegra praiana com vários cartões vermelhos.

Além disso, o Santos teve quadro gols legítimos anulados ao longo da temporada, fora as faltas grotescas contra o ataque santista e nem sempre punidas.

É preciso ter inteligência e sangue-frio para fazer uma boa análise. Como dizia o filósofo do futebol, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa".

O Santos foi infinitamente melhor no primeiro tempo. Engoliu o Corinthians. No segundo, o time de Mano Menezes foi melhor.

O Santos perdeu gols incríveis. Ao contrário do Corinthians, que atuou o tempo inteiro concentrado, com raça, o Peixe teve vários momentos de displicência. Dir-se-ia que foi até meio arrogante em jogadas que exigiam cuidado, arroz-feijão.

A arbitragem prejudicou demais o Santos, embora tivesse errado também contra o Corinthians.

A vitória, porém, foi justa.

E o Santos não jogou tão mal, não. Serve de experiência para um time que só tende a crescer, a melhorar e a continuar encantando o Brasil e o Exterior. Afinal, o Peixe é o time a ser batido. Hoje, quem gera controvérsia, polêmica, discussão, é o Santos. E isso é maravilhoso para o futebol, que vinha numa mesmice espantosa.

Pará, astro do Cine Santos

Seleções



Seleção de verdade é feita dos melhores. E não dos que simplesmente repetem a ladainha do chefe, como é o caso da atual Seleção Brasileira.

E o jogador diferenciado é quem enriquece a arte dos gramados.

Só um craque do jornalismo pra fazer uma matéria tão rica como a publicada hoje pelo Jornal de Limeira. O corintiano Murilo Biagioli entrevistou Pepe e Waldir Peres, que dispensam apresentações. Foi uma lufada de ar fresco em tempos de discursos fascistas, principalmente no futebol.

À medida que fui lendo a matéria, meus olhos foram marejando. Uma das minhas poucas verdadeiras alegrias sempre foi o Santos.

Quando alguém escreve com tanta sensibilidade e respeito sobre o Peixe e o futebol arte, emocionar-se é inevitável.

Todos os domingos, o Jornal de Limeira nos brinda com reportagens diferenciadas. Em vez de reformas gráficas mirabolantes e pretensiosas como as da Folha de S. Paulo, o JL investe no conteúdo. E ainda tem o layout mais bonito da região.


Como diz o técnico Muricy Ramalho (sempre envolvido com tricolores): "aqui é trabalho".

Mais uma vez, neste domingo, a Seleção do Jornal de Limeira botou pra quebrar. Da manchete ao caderno de esportes.

A matéria de Murilo foi cereja do bolo.

Leia, abaixo, a poesia em forma de reportagem que o futuro promotor escreveu.

Pepe e Waldir Peres: craques da bola e da palavra


Ensaios da arte com chuteiras

Do Jornal de Limeira
Murilo Biagioli

Apaixonado, sonhador, devaneador. A definição romântica, aplicada ao futebol brasileiro na era Pelé, ícone maior de um estilo inigualável de jogo, era uma realidade que marcou gerações e hoje é usada como referência e comparação para se fugir do pragmatismo do futebol de resultados e de marcação. Não é por outro motivo que atualmente times como o Barcelona de Messi, Ibrahimovic e Thierry Henry, ou ainda o Santos de Robinho, Neymar e Paulo Henrique Ganso, são contemplados e exaltados por torcedores de todo o mundo.

O segredo para a retomada do futebol arte, para o ex-ponteiro José Macia, o Pepe, e o ex-goleiro Waldir Peres, passam principalmente pela postura dos técnicos e pela qualidade técnica dos jogadores. Ambos marcaram época na Seleção Brasileira e estiveram no comando da Inter de Limeira em anos anteriores.

Embora façam uma análise saudosista do Brasil de 1958 a 1982, veem a seleção de Dunga como um bom time, com atletas talentosos, mas que esbarra na questão do futebol de força. Aliar isso com a inspiração aparece como o desafio dos times destes tempos modernos. Mesmo assim, Pepe e Waldir Peres não perdem o otimismo da possibilidade do sexto título mundial.

O INÍCIO

A Seleção de 1958, treinada por Vicente Feola e que tinha Didi, Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo - Pepe fazia parte do grupo, mas não pôde jogar por causa de uma contusão -, era um time extremamente ofensivo. "Em um só campeonato, teve dois gênios no mesmo time, Pelé e Garrincha. Eles eram esplêndidos. Quando a coisa apertava, a gente dava a bola para o Mané e o Pelé fazia o gol", relembra Pepe.

O esquema 4-4-2, desde aquela época, era o padrão das equipes, mas o diferencial foi a ideia de Feola, que colocou dois ponteiros. De um lado, Pepe, do outro, Garrincha. "Quando eu me contundi, entrou o Zagallo, que atuava um pouco mais recuado, mesmo assim o Brasil se adaptou ao 4-3-3", afirma o ex-jogador e técnico. Uma adaptação que se transformou em superioridade patente. "Na final, os suecos já entraram em campo nos olhando com admiração. Sabiam que seriam vice". O resultado foi 5 a 2 para o Brasil e o primeiro título mundial na casa do adversário.
O show brasileiro prosseguiu em 1962, com o bicampeonato. Pepe também estava na equipe, mas foi atrapalhado por uma nova lesão. Foi para a Copa, disputada no Chile, e novamente presenciou Mané, com seus dribles desconsertantes, se consagrar, seguido por Pelé, Vavá e companhia. Na final, 3 a 1 contra a Tchecoslováquia, de virada.

ARTISTAS DA VILA

Esse futebol arte era o mesmo do time da Vila Belmiro, que, segundo Pepe, atuava com seis atacantes. "A defesa ficava mais exposta e também era cobrada, embora fossem todos jogadores de Seleção". O Santos de 1962, campeão mundial contra o Benfica, jogava com Gilmar; Lima, Mauro, Dalmo e Calvet; Zito, Dorval, Megálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, uma escalação repetida a exaustão por torcedores, fanáticos ou não. "Na década de 60, marcávamos mais de 100 gols por ano, sempre", disse Pepe.
De acordo com o ex-ponteiro, esse futebol arte foi preponderante até 1974, quando Pelé anunciou que deixava o futebol.

"Para se priorizar o ataque, é preciso ter bons jogadores. O Guardiola [técnico do Barcelona], que foi meu jogador no Qatar, sempre gostou de dois ponteiros e no Barcelona também prioriza isso", declarou Pepe. Como Dunga sempre foi um atleta de marcação forte, carrega essa característica no selecionado brasileiro. "Mas temos bons atacantes, como o Luís Fabiano, o Nilmar e o Robinho. Só achei errado não levar o Ganso. Se futebol é momento, ele se mostra um jogador excepcional. Essa foi a grande falha do Dunga."

MARCAÇÃO X MARCAÇÃO

Outro detalhe atentado por Waldir Peres é que, apesar das características do treinador da Seleção Brasileira, o futebol hoje é de mais marcação. "O objetivo é não deixar jogar e há atletas específicos para essa função, por isso os Meninos da Vila, que vão contra a essa corrente, eram aclamados para a Seleção", afirmou.
O ex-goleiro torce pela equipe canarinho na Copa, mas não esconde as saudades de times como a Hungria de 1954, o próprio Brasil de 1970, a Holanda de 1974 e o seu Brasil de 1982, para ele o último selecionado que encantou com sua técnica e estilo de jogo, mas que foi prematuramente eliminado nas quartas de finais pela Itália, por 3 a 2. A seleção, além de Waldir Peres no gol, tinha jogadores como Júnior, Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico. O técnico era Telê Santana. "Ninguém se recorda do time de 1994, que foi campeão mundial. É o futebol redondo, bonito, que fica marcado."




sábado, 29 de maio de 2010

Neto detona Dunga!

Sou leitor assíduo da coluna do ex-jogador Neto. Nem sempre concordo com ele, mas o cara consegue fugir da mesmice que assola o futebol brasileiro. É mais ou menos como o time do Santos.
Nos seus comentários sobre o técnico da Seleção Brasileira ele revela o Dunga antes e depois de virar comandante.
Todo mundo sabe que Dunga até tentou ser técnico de clube, mas não durou dois dias. Foi um fiasco. Mas a CBF queria justamente um fantoche que desse a impressão de independência. E aí apareceu o espertalhão. Brahmeiro, guerreiro, barraqueiro.

O que impressiona não é nem o fato de o rapaz ser turrão por vingança – sim, Dunga mostra teimosia principalmente quando é contrariado. O que surpreende em Dunga é sua mediocridade. Sua baixeza. Dunga é um arremedo de João Saldanha.

O torcedor que acompanha futebol de longe dirá que ele foi o grande responsável pela classificação nas eliminatórias. Pura falta de informação misturada com inocência.

Como disse Dorival Jr. dias atrás, quem ganha jogo é jogador. O máximo que técnico pode fazer é não atrapalhar. Existe um certo exagero na frase, mas reflete bem o que significa estar no comando de um time: pouca coisa.
Se o time não for bom, não quiser ou não estiver entrosado, fatalmente os resultados serão pífios.
A Seleção Brasileira começou mal. Suas primeiras partidas nas eliminatórias foram terríveis. E contra times medíocres. Depois engrenou, como era de se esperar. Ah, mas venceu bem a Argentina. Verdade. E com méritos. Mas aquela Argentina estava desfigurada técnica e taticamente.

Pode ser que o Brasil cruze novamente com a Argentina e aplique uma goleada. Acontecem coisas estranhas no futebol. Mas você está mais ansioso para ver Gilberto Silva ou Messi?

Não tenhamos ilusões idiotas. Dunga deixou craques de fora porque é um Vanderlei Luxemburgo travestido em pele de cordeiro. Está se achando. E o pior de tudo é que sua burrice é maior do que a de Luxemburgo.

A sorte do Brasil é que todas as seleções – exceções talvez feitas à Argentina e à Espanha – estão niveladas por baixo. Teoricamente, o Brasil só precisa fazer o básico para ser hexacampeão.
Mas, quer saber? Eu gosto de futebol. Quero ver o Brasil campeão por uma questão de mera formalidade.
Esperança mesmo, quem nos dá é a Argentina. É o time dirigido por Maradona que nos excita a imaginação, que provoca polêmica, que monopoliza as conversas à mesa de bar. Enfim, por incrível que pareça, o prazer de assistir aos jogos está sendo fomentado pelo principal rival do Brasil.
Perguntem a qualquer pessoa que saiba o mínimo sobre futebol se a seleção mais lembrada é a de 82 ou a de 94. A de 82 eu sei de cor. A de 94 não me lembro nem do goleiro. Nem do técnico. Nem de ninguém. Graças a Deus.


Dunga politicamente correto? Duvido!
Neto - coluna no Yahoo!

Acompanhei pela televisão a chegada da seleção brasileira à capital Brasília e achei um absurdo a forma como o Dunga se comportou. O técnico apertou a mão do presidente Lula de uma forma desleixada, sem mostrar nenhum tipo de respeito ou admiração.
Tem muita gente que pode estar achando que estou perseguindo o Dunga. Mas não é nada disso. Eu o conheço há muitos anos e sei que esse sujeito está se achando o tal. A estrela mais brilhante da seleção. Piada, né?

A grande verdade dos fatos é que o treinador da seleção tem tomado algumas atitudes politicamente corretas por pura orientação. A grande vontade dele é ganhar o título mundial e mandar todo mundo passear.

Ele ficou assim desde a chamada “Geração Dunga” da Copa de 90.

Não conseguiu assimilar até hoje a perseguição e humilhação da opinião pública. Vive sob esse revanchismo. Acho isso muito triste pra ele e temeroso para nós.

Digo isso porque ele pode transformar essa Seleção em um barril de pólvoras por excesso de motivação.
É lógico que não queremos na Seleção aquela zona que foi 2006. Mas clima de guerra e de quartel militar também não é saudável. Ou ele repensa sua postura (o que acho quase impossível), ou estamos sujeitos ao fracasso nesse Mundial.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mundo animal


Futebolês, gafes e Galvão perdido: 16 horas de TV na "Superquarta" do futebol

Mauricio Stycer
Especial para o UOL
Em São Paulo

Liguei a televisão às 7h20 da manhã, a tempo de ouvir Alex Escobar anunciar, no "Bom Dia Brasil", da Globo, "a noite especial" que nos esperava, e desliguei por volta da meia-noite, depois de ouvir Paulo Soares, no “Sportscenter”, da ESPN Brasil, descrever detalhes da “noite espetacular” de futebol que assistimos.

Foram 16 horas e 40 minutos diante da tevê, zapeando daqui para lá e de lá para acolá. Passei por nove canais entre os da tevê aberta e da paga. Vi total ou parcialmente 17 programas esportivos. Assisti seis partidas de futebol – apenas duas, Barcelona x Inter de Milão e Universitário x São Paulo, do início ao fim. Acompanhei com atenção outras duas, Flamengo x Corinthians e Atlético-MG x Santos. Vi um pouco de Vitória x Vasco e, no meio da tarde, para relaxar, passei os olhos pelo VT de Valenciennes x Bordeaux.

O que se segue é uma tentativa de resumir os melhores momentos desta jornada esportiva insana. Não recomendo a ninguém que repita a experiência em casa, mas não posso negar que, apesar do cansaço, me diverti muito.

9h – Assunto principal da jornada, o duelo entre os obesos Ronaldo e Adriano começou a ser discutido no “SporTV News”. Empolgada com o gol marcado pelo atacante do Flamengo no rachão na véspera do jogo, a repórter Bruna Gosling conta: “O excesso de peso não sumiu, mas o espírito do Imperador parece mais leve”. Outro tema recorrente também já aparece no programa matinal: “Quem vai ganhar este jogo?”, pergunta a repórter Janaína Xavier. “A gente ainda não sabe”, ela própria faz o favor de responder.

10h – “Haja controle remoto!”, prevê Dudu Monsanto, no “Pontapé Inicial”, na ESPN Brasil, antes de anunciar, ao lado de José Trajano, as atrações do mais eclético programa esportivo da tevê brasileira: Paulo Cesar Pinheiro, Edu Lobo, Penélope Cruz., quiabo, etc. “Uma tremenda Superquarta”, diz, quase ao mesmo tempo, Telmo Zanini, no sóbrio “Redação SporTV”.

10h30 - Num programa intitulado “Beting & Beting”, mas com a presença apenas de um Beting (Mauro), além de um Borges (Luciano) e um Fortes (Frank), na BandSports, ouço pela primeira vez o estranho apelo: “O Galvão vai transmitir, mas fique com a gente”, pede o comandante da atração, antes de atender o próprio telefone no ar. É de Beting também a curiosa recomendação ao público: “Arrume uma virose e não vá ao trabalho hoje”.

11h – José Trajano prevê vitória do Barcelona no confronto vespertino, mas esclarece: “Quero que Julio Cesar, Lucio e Maicon (os brasileiros da Inter) joguem muito bem, se destaquem”.

11h30 – Ainda na ESPN Brasil, mas no “Sportscenter”, André Kfouri e Arnaldo Ribeiro duelam sobre a capacidade de usar superlativos. “Vai ser uma super-híper-quarta”, diz Arnaldo. “Super-híper-mega-quarta”, corrige André.

12h – Paloma Tocci, no “Rede TV Esporte”, apresenta a nova camisa da seleção da Austrália e lances velhos do Campeonato Italiano, que a emissora exibe – inclusive um gol de Totti, da Roma, “que não é meu parente”, ela esclarece. Espécie de “TV Fama” esportivo, o programa apresenta o jogo entre Flamengo e Corinthians centrado no “duelo das massas”, a saber, os 103 quilos de Adriano versus os 101 quilos de Ronaldo.

12h30 – No “Jogo Aberto”, na Band, Renata Fan “entrevista” Téo José, que vai narrar Barcelona x Inter. “Não dá um friozinho?”, pergunta a loira. “Sonhei esta noite com Mourinho e Messi”, responde o narrador. Renata também “entrevista” o médico Osmar de Oliveira: “E esse Messi?”, indaga ela (Como a pergunta foi muito melhor que a resposta, vou poupá-los do que veio depois).
12h40 – No “Bate-Bola”, na ESPN Brasil, João Carlos Albuquerque quase repete o “haja controle remoto” de Dudu Monsanto: “Haja fôlego!”, exclama. Já Paulo Vinicius Coelho prevê: “A virada não é impossível. Vai dar Barcelona”. Outra atração do jogo no Camp Nou, avisa PVC, será o duelo entre os irmãos Milito – Diego (Inter) e Gabriel (Barça). Como não poderia faltar, João Carlos, ao falar de Flamengo e Corinthians, não consegue evitar a metáfora dietética: “Adriano e Ronaldo, dois pesos pesados”.

12h45 – Tiago Leifert, no “Globo Esporte, na Globo, é o décimo a repetir, na primeira metade do dia: “A Superquarta-feira do esporte”. Mauro Naves transfere a responsabilidade para o Fenômeno: “O Corinthians nunca precisou tanto de Ronaldo quanto hoje, e ele nunca marcou no Maracanã”. Eric Faria manda um aviso a Adriano: “Os 70 mil torcedores serão 70 mil fiscais”.

12h55 – Vladir Lemos, no “Bate-Bola”, manda: “Quem fica na frente de três televisores não vê jogo nenhum”. Penso com os meus botões: quem, além de jornalistas esportivos, faz isso?

13h – Um momento de relax no programa “News”, na BandSports: gols e mais gols da Liga dos Campeões da Ásia. Muito interessante. Na sequência, algo ainda melhor: uma reportagem sobre um parque de elefantes na África do Sul.

13h10 – No “Globo Esporte, uma reportagem sobre o duelo entre Messi e Lucio. “Barcelona inteira quer entrar em campo e jogar com Messi. Mas a sorte dele depende de Lucio”, informa o repórter Pedro Bassan, ou “Maçã”, como diz Leifert. Minutos depois, no Twitter, o jornalista Mauro Cezar Pereira, da ESPN, critica: “Não acredito que num duelo de time italiano com time espanhol a Globo queira que um jogador da Inter leve a melhor contra um do Barça só por ser um confronto entre um argentino (Messi) e um brasileiro (Lúcio). Pior: não é Lúcio quem marca Messi, mas Thiago Motta."

14h – No “Arena SporTV”, direto do Maracanã, Milton Leite orienta o espectador: “Para você saber para onde tem que ir o seu controle remoto” na quarta-feira. Distraído, mudo para a BandSports, onde Carlos Fernando apresenta “Por Dentro da Bola” e provoca: “Adriano e Ronaldo estão escalados por conta do que fizeram no passado. Que técnico hoje colocaria quase 200 quilos em campo?”

14h30 – Em vez de “Superquarta”, Carlos Fernando anuncia uma “quarta-feira balofa de futebol”.

15h – No “Abre o Jogo”, na ESPN, PVC analisa a escalação de Barcelona e Inter e prevê: “Se Messi jogar pela direita ele vai escapar do assédio dos dois volantes”. Já o narrador Paulo Andrade agradece o espectador “que deu um golpe no trabalho para assistir o jogo”.

15h15 – Enquanto isso, na BandSports, Carlos Fernando grita: “Quem inventou essa polêmica é um babaca!” Refere-se à observação que Vanderlei Luxemburgo, quando técnico do Santos, deixou Neymar e Ganso no banco de reservas. “Vanderley é um formador de jogador. Ele soube segurar o cara para ir soltando aos poucos”, defende o apresentador.

A imagem está tremendo porque o Maracanã está tremendo”, explica o comentarista Junior, na Globo, depois do gol de Adriano. Dez minutos depois, Cleber Machado faz uma observação original: "E pingou água depois da bola bater no travessão". Referia-se a uma cabeçada de Adriano

15h30 – Se na Globo, o duelo seria entre Messi e Lúcio, na Band é entre Messi e Julio Cesar – “o melhor goleiro do mundo versus o melhor jogador do mundo”. Mauro Betting fala um clichê ainda não dito na jornada: “Se o Barça jogar como Barça...”

15h42 – Entra em cena o grande personagem de Barcelona e Inter – Galvão Bueno, convocado para narrar a partida pela Rede Globo. Embora seja dona dos direitos da Liga dos Campeões, a emissora ainda não havia transmitido nenhuma partida da competição.

15h54 – Nove minutos de jogo. Galvão está perdido. Não localiza os jogadores e erra seguidamente os nomes em campo. “Estava prevista a escalação do Daniel Alves... Vamos achar o Daniel”, suplica. Pedro Bassan, em Barcelona, esclarece que o brasileiro Maxwell não está jogando, ainda que, segundo Galvão, ele já tivesse participado de alguns lances.

15h56 – Depois de um choque entre Messi e Máicon, Galvão observa que o argentino “deu um golpe de judô no brasileiro”. O narrador da Globo chama a Internazionale de Milão como “o Internacional” e a resume como “um combinado Brasil-Argentina”, devido aos muitos jogadores dos dois países que atuam na equipe.

16h15 – Torcendo claramente pela Inter, Galvão manda outra bomba: “A imprensa espanhola tem se especializado em fazer escândalos e incitar o torcedor”.

17h – “A Inter continua fechadinha”, diz Paulo Andrade, na ESPN. “Encaixotadinha”, acrescenta PVC.

17h30 – “É muito triste ver um time deixar de jogar como a Inter”, diz Falcão, criticando a retranca da equipe italiana. “O combinado Brasil-Argentina está na final”, comemora Galvão. “Assista a seguir capítulo inédito de ‘Armação’”, anuncia o narrador, querendo dizer “Malhação”.

17h35 – “A Inter vai à final porque bloqueou o melhor time do mundo”, diz PVC. Mas se é o melhor time do mundo, como perdeu de 3 a 1 em Milão e se deixou bloquear em Barcelona?

17h45 – Para relaxar, assisto um pouco do VT de Valenciennes e Bordeaux, no SporTV. Será que estou ficando maluco?

18h – No programa “Gazeta Esportiva”, na TV Gazeta, Celso Cardoso apresenta “o duelo de titãs” entre Flamengo e Corinthians e convoca o repórter Alex Silvestre, “do Maracanã”, para falar do clima antes da partida: “Estamos quase chegando. O trânsito está muito ruim”, avisa Silvestre, por telefone. “Serão 204 quilos” em campo, diz o repórter, falando dos “titãs” Adriano e Ronaldo.

19h – “Torcida do Flamengo promete uma recepção hostil a Ronaldo”, avisa o programa “Tá na Área”, no SporTV, mas não mostra as imagens dos travestis contratados para “receber” o jogador no Maracanã.

19h30 – Começa Universitário x São Paulo, no estádio Monumental de Lima, no Peru. “Era bom o São Paulo fazer 1 a 0 logo no início do jogo”, roga Eduardo Vaz, narrador da BandSports. “Já jogou neste estádio?”, pergunta Vaz ao comentarista, o ex-goleiro Zetti. “Não me lembro”, ele responde.

19h50 – “Não está havendo futebol em Lima, mas o São Paulo está obtendo um bom resultado”, observa Andre Rizek, comentarista do SporTV, com grande sinceridade.

20h50 – Richarlyson é expulso, se revolta e tenta agredir o juiz. “Ele está enlouquecido”, observa o narrador Milton Leite. “A sorte do São Paulo é que a Conmebol (Confederação Sul-americana) é frouxa neste tipo de punição”, diz Rizek. Meia hora depois, no “Bate-Bola” da ESPN, Eduardo Elias diria: “O Richarlyson deu uma despirocada”.

21h35 – A quinze minutos do início de Flamengo x Corinthians, chove muito no Maracanã. O narrador Silvio Luiz, da BandSports, parece preocupado, mas não com o estado do gramado: “Rapaz, o que está entrando de água aqui na cabine!”.

21h50 – Contra o sóbrio Cleber Machado na Globo, Silvio Luiz dá show: “Vamos ver quantos deles sabem cantar o Hino Nacional... Ah! Não vai ter hino?”

21h56 – No gramado molhado do Maracanã, Cleber escorrega num velho clichê: “Dentinho deixa o pé desnecessariamente”.

22h05 – “Não para de chover”, observa Silvio Luiz. “Hoje a gente vai dormir na cabine. Qual é o táxi que vai buscar nós (sic) aqui?”

22h20 – Adriano ainda não fez nada na partida. “Com 180 quilos, o que você queria?”, pergunta Silvio.

22h26 – Enquanto isso, na Band, no SporTV e na ESPN, Atlético e Santos dão show no Mineirão. “Pode vir, você vai gostar. Tá um jogão”, diz Luciano do Valle ao espectador que passa pelo canal, insatisfeito com a pelada no Maracanã.

22h39 – “A gente teve a oportunidade de fazer um gol que vale por dois”, repete Ganso a todas as emissoras de tevê em entrevistas individuais, referindo-se ao primeiro gol do Santos, no final do primeiro tempo.

22h50 – Ronaldo e Adriano não deram nenhum chute a gol no primeiro tempo. Um deu cinco passes certos; o outro, quatro. Um tocou na bola menos de 30 segundos; o outro, cerca de 50 segundos. “Números tímidos”, diz o tímido Cleber Machado.

23h02 – “Seguramente, um dos grandes jogos do ano”, diz João Palomino, na ESPN. “Um dos melhores jogos da temporada no mundo”, empolga-se Mauricio Noriega, no SporTV. Ambos se referem a Atlético-MG x Santos.

23h20 – “A imagem está tremendo porque o Maracanã está tremendo”, explica o comentarista Junior, na Globo, depois do gol de Adriano. Dez minutos depois, Cleber Machado faz uma observação original: “E pingou água depois da bola bater no travessão”. Referia-se a uma cabeçada de Adriano.

23h35 – Ronaldo é substituído. “E sai sem a alegria de ter feito um gol no Maracanã”, lamenta Mauro Naves.

23h42 – O Flamengo vence o Corinthians por 1 a 0. O Atlético bate o Santos por 3 a 2. O Vitória ganha do Vasco por 2 a 0. Até a próxima super-híper-mega-bláster-quarta-feira de futebol.


domingo, 25 de abril de 2010

Parem de encher o saco do Neymar!


Toda entrevista é a mesma coisa: repórteres perguntando a Neymar sobre a seleção.


Querem que ele afirme categoricamente que deve ser convocado. Ainda bem que, apesar de novo, Neymar é esperto. Porque tem muito jornalista - quase a maioria absoluta - que só quer impressionar o patrão. Então entra na avalanche de mesmice que povoa a mídia. Mas fazer o que, a vida é feita de selvageria e desilusão.

Se o craque falasse o que os jornalistas querem, venderia muito papel de embrulhar peixe - olha só a ironia - mas ele estaria ferrado. Neymar prefere ser diplomático e pragmático. A cada duzentas perguntas sobre a seleção, ele responde quase a mesma coisa. " Se sobrar duas vaguinhas, uma pra mim e outra pro Ganso, beleza!". E aí os ditos jornalistas esportivos repetem as entrevistas e as cenas à exaustão.
O atacante do Santos não dá bola pra polêmica. Sabe que vai chegar lá e espera com paciência e, claro, muito bom humor.



Mesmo assim, vejamos como seria se Neymar escorregasse no verbo.


Repórter:


_ Neymar, você e o Ganso não merecem ser convocados pelo Dunga?


Possíveis respostas para evitar polêmicas e dor-de-cotovelo :


_ Não, acho que não. Prefiro assistir à Copa pela televisão.

_ Não. A gente não tá jogando nada. Melhor mudar de profissão.

_ Não. É melhor jogar pelada no fim de semana na praia.

_ Não. Com certeza, Dunga terá certeza só depois do Mundial. Com certeza.

_ Não. Minha namorada acha que não.

_ Não, que isso! Melhor perguntar para o Dunga. Você já perguntou?

_ Pergunta pra minha mãe.

_ Pergunta pra torcida do Santos.

_ Pergunta pro pessoal do Mato Grosso.

_ Pergunta pra sua avó.

_ Não dá pra você mudar o repertório de perguntas?

_ Não, quem merece ir pra Copa é você.

_ Não. Depois dessa pergunta, só me resta dar um tiro na cabeça.

Santos e Santo André na final do Paulista

Os técnicos Sérgio Soares (Santo André) e Dorival Jr. (Santos)

Surpreendente Santo André tenta brecar o melhor ataque do Brasil. Santos joga por dois empates. Título começa a ser decidido neste domingo

Do Globo Esporte


Sérgio Soares e Dorival Júnior comandam os finalistas do Paulistão Chegou a hora da decisão do Campeonato Paulista. Neste domingo, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu, os meninos do Santos começam a colocar à prova o seu amplo favoritismo contra o surpreendente Santo André, dono da segunda melhor campanha do estadual. O segundo jogo será no próximo domingo, dia 2, no mesmo horário e local. Como terminou a primeira fase na liderança, o time da Vila Belmiro joga pelo empate na soma dos dois resultados.
Aliás, o Santos não tem apenas a melhor campanha da fase de classificação. Trata-se do melhor time do Brasil neste momento. Pelo menos é o que dizem os números. No Paulistão, o Alvinegro disputou 21 jogos, com 17 vitórias, dois empates e duas derrotas. Marcou 67 gols, média de 3,19 por jogo. Nas semifinais, atropelou o São Paulo, cuja defesa é formada por jogadores de seleção brasileira: 3 a 2 no primeiro jogo e 3 a 0 no segundo. Na temporada, são 93 gols em 27 jogos.
Os números do Ramalhão não são tão expressivos. Ainda assim, são surpreendentes. Trata-se de uma equipe nova, que começou a ser formada em dezembro, logo após o rebaixamento para a Série B do Brasileirão. O técnico Sérgio Soares reformulou todo o elenco. Saíram jogadores renomados, como Marcelinho Carioca e Gustavo Neri. O treinador resolveu apostar em jovens desconhecidos e, mesmo com pouco tempo para trabalhar, deu padrão de jogo ao time. Terminou a fase de classificação em segundo lugar. No total, contando as semifinais contra o Grêmio Prudente, marcou 48 gols. É o segundo melhor ataque da competição.

Pelos números e comparando os jogadores, é evidente que o Santos é favorito. Mas o Santo André já tem experiência em derrubar progonósticos. Vide a Copa do Brasil de 2004, que conquistou desbancando o Flamengo, num Maracanã lotado. Conseguirá repetir o feito de novo?

Peixe alerta

O técnico Dorival Júnior, do Santos, aceita que seu time seja tratado como favorito. Afinal, não dá para brigar com os números. No entanto, diz que esse favoritismo acaba quando o jogo começa. Ele diz que o Ramalhão é o time que mais se assemelha ao Peixe, em termos de estilo de jogo. Por isso, acredita, será um adversário perigoso.

- O Sérgio (Soares) tem feito um grande trabalho, montando um time jovem, que joga par a frente. Eu tenho alertado desde a décima rodada que o Santo André chegaria bem. A questão do favoritismo não entra em campo. O Santos está preparado para ser campeão, mas vai ter de lutar muito, pois o Santo André também está.

O treinador já decidiu qual será a escalação da equipe, mas a confirmação só sai momentos antes da partida. Ele explica que tem apenas duas opções: ou manda a campo um time mais ofensivo, com o trio de atacantes Neymar, André e Robinho, ou opta por uma formação mais convencional e cautelosa, com Pará entrando na lateral-direita e André saindo da equipe.

A primeira escalação foi utilizada no confronto de ida com o São Paulo, pelas semifinais, no Morumbi. O Peixe venceu por 3 a 2. Já a formação com Pará foi escolhida para o segundo confronto, na Vila Belmiro, quando a equipe venceu alvinegra venceu por 3 a 0.

- Já jogamos das duas maneiras e nos comportamos muito bem. Seja qual for a formação, o time entrará forte em campo - afirma o técnico.

Ramalhão confiante

O Santo André chega para a primeira decisão esbanjando confiança. Mesmo reconhecendo que a missão é extremamente complicada, todos acreditam ser possível repetir o feito de 2004, quando o Ramalhão foi considerado zebra na decisão da Copa do Brasil, contra o Flamengo e, com uma vitória por 2 a 0, em pleno Maracanã, conquistou o inesperado caneco.

- Está tudo aberto. Chegamos até aqui e não vamos desistir agora. Todos aqui estão muito motivados, é uma chance que não aparece a toda hora. Por isso, estamos preparados para fazer um grande jogo – afirmou o meia Branquinho, um dos destaques da equipe.

O técnico Sérgio Soares usou e abusou do mistério durante a semana. Comandou treinos fechados e, quando permitiu a entrada dos jornalistas, proibiu filmagens e até fotografias. Tudo para tentar confundir o adversário, que tem a vantagem de jogar por dois resultados iguais.

O time só será anunciado no domingo. São duas as dúvidas. Na lateral-esquerda, Arthur e Rômulo disputam a vaga de Carlinhos, que cumpre suspensão pelo fato de ter sido expulso na derrota por 2 a 1 para o Grêmio Prudente, no último domingo, ainda pela semifinal. No ataque, recuperado de lesão muscular, Nunes deve formar dupla com Rodriguinho. Mas Rodrigão está de sobreaviso e pode aparecer de surpresa.

SANTO ANDRÉ

Júlio César; Cicinho, Cesinha, Toninho e Arthur (Rômulo); Alê, Gil, Branquinho e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.


SANTOS

Felipe, Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar, André (Pará) e Robinho.

Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 25/04/2010.

Horário: 16h (Brasília). Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira.

Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poletto Masseira.
Transmissão: A TV Globo exibe a partida ao vivo, menos para os estados do Sul, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Ceará.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 15h30m (de Brasília).

Profissional cabeça

Na sexta-feira fui passar por uma análise pós-cirúrgica do médico responsável pela melhoria da minha qualidade de vida. Profissional de primeira linha, o dr. Paulo Hansen declarou bem-humorado que torcerá para o Santos ser campeão paulista. Mesmo sendo são-paulino ferrenho, ele ressaltou a qualidade dos Meninos da Vila. "É mesmo muito legal vê-los jogar", admitiu.

O dr. Paulo tem uma ótima cabeça. Em vez de inveja ou despeito, aproveita para se refestelar com as boas exibições do Santos. E segue torcendo para o Tricolor ser campeão da Libertadores.

Ele até aproveitou para dar uma cutucadinha nos corintianos: "tem time aí que inventa títulos no exterior só pra não ver a autoestima baixar". E riu com franqueza, sabedor das verdades deste mundo de dissimulações e dores-de-cotovelo.

Valeu dr. Paulo! Reconhecer o mérito do adversário é um exercício de reflexão que somente espíritos cheios de dignidade podem ter. A maioria opta, infelizmente, pela mesquinharia.

Dá-lhe Santos!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não seja burro Dunga!

Grandes mestres da bola pedem Neymar e Paulo Henrique Ganso na Seleção Brasileira.

Só para citar alguns: Tostão, Zico, Pelé, Júnior, Sócrates e Casagrande.

E alguns jornalistas consagrados: Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho, André Kfouri, Antero Greco, José Trajano e Alberto Helena Júnior.

Infelizmente, boa parte da torcida é conservadora. Naquele estilo meio vira-lata, cheia de complexo, medo de perder, estas coisas que só se explicam pelo bombardeio de mediocridade exercido pela Rede Globo.

Mas até a Rede Globo teve que se render ao Santos. Apostou no Corinthians, dançou. Adotou o Palmeiras - principalmente depois da vitória na Vila - e deu com os burro n'água. Depois elegeu o São Paulo como seu preferido. Novamente, se ferrou.

O Santos teria poucos jogos transmitidos pela emissora do Jardim Botânico. Mas a vida é cheia de surpresas quando o talento desabrocha.

E a Globo teve que engolir Dorival Jr. e sua trupe. Até porque teimosia tem limite e não aproveitar a nova mania seria uma burrice monumental.

Bem que o comandante do Globo Esporte - Tiaguinho Faixa Preta - percebeu, desde o início que o destaque das matérias deveria ser o time do Peixe. Fez o que pode. Depois todo o resto o seguiu. E agora também quer faturar às custas do Santástico.

Por isso, é bem capaz de engrossar o coro pela convocação de Neymar e Ganso. Mesmo que o seu protegido, o presidente da CBF Ricardo Teixeira, seja contrário a fortalecer clubes brasileiros como o Santos. Ele prefere explorá-los com todos os seus defeitos.

Mas no fundo todos sabem que o Brasil é movido à paixão por belas jogadas.

O negócio é simples. E o exemplo vem do passado. Qual das duas Seleções é mais lembrada? A de 82 ou a de 94?

E por que não ter a chance de ganhar um título jogando bonito?

Para convocar Neymar e Paulo Henrique Ganso, porém, Dunga precisaria de uma dose de ousadia que ele só exibe em comerciais da Brahma. Infelizmente, a tendência é que mais uma injustiça seja cometida nesta Copa. Zico e Alex também já foram preteridos em fases exuberantes.

Viva o futebol-arte! Essência da brasilidade!

domingo, 18 de abril de 2010

Eu já sabia!

Perguntas que não querem calar:

Alguém duvidava que o Santos arrebentaria o São Paulo na Vila Belmiro?
Alguém duvidava que Neymar & Cia. jogariam o fino da bola?
Por que Ricardo Gomes cagou de medo e deixou Washington no banco? Será porque o ataque do Santos, ele sabe, é arrasador?
Quem é o São Paulo Futebol Clube, hoje? Que destaque merece esse time que tem bons jogadores, mas joga feio, trata os adversário com arrogância e tem um goleiro pra lá de chato?
Quantos clássicos o São Paulo venceu neste Paulista?
O que o São Paulo tem de diferente? Nada. É só mais um queridinho de alguns cronistas conservadores - como o Cléber Machado, da Rede Globo (Mas hoje ele quase engoliu o microfone de tanta vergonha por puxar saco do Tricolinho).
Você achava mesmo que Dagoberto conseguiria marcar algum gol na Vila Belmiro?
Você achava mesmo que Fernandinho superaria Pará e Edu Dracena?
Você achava mesmo que Rogério Ceni pegaria um pênalti?
E, pra terminar:
Você achava mesmo que o juizão daria todos os pênaltis sofridos pelo ataque do Santos?

O SANTOS É DESTAQUE MUNDIAL, MEUS IRMÃOS!
O SANTOS É TIME QUE FAZ A DIFERENÇA HOJE, MEUS IRMÃOS!
O SANTOS É O TIME DA MODA, É O TIME QUE ENCANTA, O TIME QUE QUEBRA TUDO, CAMBADA!

Santos arrasa São Paulo e está na final


Do UOL

O Santos chegou ao duelo na Vila podendo perder por até um gol de diferença que alcançava a final do Paulista. O êxito sobre o São Paulo no Morumbi, na semana passada, ampliou a vantagem alvinegra. Neste domingo, o time alvinegro evitou drama, deu show e novamente derrotou o rival nas semis, 3 a 0, resultado que assegurou vaga à decisão do título.

Destaque do clássico e autor de dois gols, Neymar novamente recorreu à paradinha para enganar Rogério Ceni. "Esse time tem alegria dentro e fora de campo. Isso nos motiva ainda mais trabalhar. Agora é continuar com esse empenho na final", vibrou Neymar. No primeiro duelo das semifinais, no Morumbi, o Santos derrotou o São Paulo por 3 a 2.

Santo André e Grêmio Prudente fazem a outra semifinal. Finalista, o time alvinegro pretende mandar o jogo de volta da final para São Paulo, alegando que na capital a renda será muito maior. O estádio do Pacaembu deve receber o jogo. “Para manter as estrelas, é necessário mais dinheiro”, argumenta o presidente Luís Álvaro de Oliveira.

Para o início do clássico, Dorival Júnior e Ricardo Gomes adotaram a mesma estratégia: barraram seus artilheiros. O atacante André começou na reserva, substituído por Pará. O plano era administrar a vantagem santista. Do outro lado, Washington foi sacado; com Dagoberto e Fernandinho, o São Paulo fortalecia jogadas de velocidade, alega Gomes.

Sem André, Robinho se posicionou mais próximo à área, incomodando a defesa tricolor. Foram duas jogadas em que Robinho ficou frente a frente com Rogério Ceni na etapa inicial. No primeiro lance, o goleiro fez grande defesa; na segunda, o atacante santista tentou cavar pênalti.

Embora necessitando de pelo menos dois gols de diferença para alcançar a final, o São Paulo adotou postura cautelosa no primeiro tempo, evitando se expor na defesa e explorando jogadas com Fernandinho e Dagoberto. Mas Hernanes tinha dificuldade de criação no meio-campo, afetando a ligação ao ataque.

Empolgado pela chance dada por Dorival Júnior, Pará cortou várias jogadas do São Paulo pelo lado direito, sendo ovacionado pela torcida.

Equilibrado, o clássico apresentava boa movimentação, mas excesso de jogadas ríspidas. Nos primeiros 25 min de partida, quatro atletas já haviam recebido cartão amarelo.

Mais intenso no ataque nos 45 min iniciais, o Santos, porém, pecava nas finalizações, desperdiçando boas chances com Neymar e Robinho.

Para a segunda etapa, o São Paulo decidiu apostar no artilheiro do time no Paulista. Washington entrou aos 10 min.

Cadenciando o jogo, o Santos chegou ao gol, curiosamente, em lance de intensa troca de bola. Marquinhos cruzou para área. Caído, Neymar esbarrou na bola, marcando o gol, aos 14 min da segunda etapa.

O gol enervou os jogadores do São Paulo. Richarlyson e Cicinho foram advertidos com amarelo minutos depois do gol de Neymar. Já os santistas trataram de administrar o jogo, invertendo as jogadas em excesso, ganhando tempo.

Pelas laterais, Robinho passava o pé sobre a bola, driblando adversários e provocando a ira dos são-paulinos. Nas poucas oportunidades no ataque, o São Paulo esbarrou em Felipe, que fez boas defesas, entre as quais finalização de Washington, dentro da área.

Com o controle do jogo, o Santos avançava apenas “na certa”, evitando abrir espaços na defesa. Em contragolpe, Neymar avançou e foi derrubado na área. O próprio atacante cobrou. Como havia feito com Rogério Ceni na fase classificatória, Neymar novamente aplicou a paradinha para enganar o goleiro.

Ganso sacramentou a vitória alvinegra, marcando o terceiro gol. Sobraram gritos de “olé” na arquibancada. Totalmente envolvido, o São Paulo apenas seguia os jogadores santistas. O chute completamente torto de Dagoberto, na área, refletiu o descontrole tricolor.

SANTOS 3 X 0 SÃO PAULO

Santos
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos (Rodrigo Mancha) e Paulo Henrique Ganso; Robinho (Zé Eduardo) e Neymar (Madson)
Técnico: Dorival Júnior

São Paulo
Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner e Cleber Santana (Washington); Dagoberto e Fernandinho (Léo Lima)
Técnico: Ricardo Gomes

Data: 18/04/2010, domingo
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP)
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira e Giovani Cesar Canzian
Público: 13.785 torcedores
Renda: R$ 926.360,00
Cartões amarelos: Durval, Marquinhos (SAN); Rodrigo Souto, Hernanes, Alex Silva, Rogério Ceni, Dagoberto, Richarlyson, Cicinho (SAO)
Gols: Neymar, aos 14min e aos 37min, e Paulo Henrique Ganso, aos 41min do segundo tempo

Vila Belmiro é o terror

Empatados em mata-matas, Santos e São Paulo decidem vaga à final

Bruno Thadeu, Carlos Padeiro e João Henrique Marques
DO UOL

Neymar marcou 5 gols contra o Guarani, pela Copa do Brasil. Santos entra com vantagem sobre rival

São Paulo precisa derrotar Santos por 2 ou mais gols de diferença na Vila Belmiro. Cicinho: titular

Santos e São Paulo travam disputa acirrada quando o assunto é confronto em mata-mata. Há 54 anos, as duas equipes se enfrentaram pela primeira vez em disputas cujo derrotado seria eliminado. Foram 14 decisões desde então, com sete vitórias cada.

Para este domingo, às 16 h, na Vila, o Santos está próximo de desempatar o histórico de mata-matas sobre o rival.

O fato de ter tido a melhor campanha da 1ª fase do Paulista, somado ao êxito frente ao São Paulo no primeiro duelo das semis, fazem com que o Santos entre em campo no domingo podendo perder por até um gol de diferença que mesmo assim alcança a decisão do torneio estadual.

Santo André e Grêmio Prudente se enfrentam na outra semifinal.

Contra o São Paulo, o clube de Vila Belmiro levou a melhor no Paulistão de 1956, 1967, no primeiro turno de 78 e nas finais do mesmo ano, no Tereza Herrera de 1986, no Brasileiro de 2002 e na Copa Sul-Americana de 2004.

O time do Morumbi deu o troco no Paulistão de 1980, 1983 e 2000, nos Brasileiros de 1981 e 1990, na Superoca de 1992 e na Copa dos Campeões Mundiais de 1995.

Apesar da igualdade no geral, a equipe tricolor leva vantagem no número de vitórias. Em duelos de mata-mata, ganhou do Santos nove vezes, empatou oito e perdeu oito, incluindo o clássico do último domingo, quando os comandados de Dorival Júnior superaram os de Ricardo Gomes por 3 a 2, em pleno Morumbi.

EMPATADO
7 a 7 - O Santos já eliminou sete vezes o São Paulo em mata-mata. O time tricolor, por sua vez, também já tirou o rival 7 vezes



“Santos e São Paulo sempre foi equilibrado. O mesmo vale em jogos do Santos contra Corinthians e Palmeiras. Falam que o Santos deve se segurar um pouco mais no domingo porque tem a vantagem. Mas a característica do time é atacar. É o nosso jeito de jogar. Não será diferente no domingo”, comentou Paulo Henrique Ganso.

O zagueiro são-paulino Alex Silva confia na possibilidade de reviravolta. “O São Paulo já esteve em situações piores e conseguiu reverter. Não é uma missão impossível, e com certeza vamos lá buscar a classificação”.

Dorival Junior diz não ter dúvidas do time que levará a campo, embora evite antecipar a escalação. Para dificultar os planos de Ricardo Gomes, o treinador santista cogita a troca do atacante André pela entrada do lateral Pará, mudança que mudaria o sistema de jogo do time.

POLÊMICA NO APITO

O árbitro José Henrique de Carvalho foi escolhido para apitar o jogo entre Santos e São Paulo. O juiz, porém, está suspenso pela CBF, que o puniu por não ter advertido o zagueiro Rodrigo, do Chapecoense, que deu entrada violenta em Obina, do Atlético-MG, em duelo pela Copa do Brasil, no Mineirão

A expulsão de Marlos no primeiro duelo das semis obrigou o São Paulo a testar novas estratégias de jogo durante a semana. Formações com dois e três atacantes foram ensaiadas. Artilheiro do time no ano, o atacante Washington deve começar como opção no banco.

Nos treinos, Gomes intensificou jogadas em velocidade, com Dagoberto e Fernandinho à frente. Experientes, os zagueiros Edu Dracena e Durval podem ser surpreendidos principalmente nos contragolpes, avalia o time tricolor.

SANTOS X SÃO PAULO

Data: 18/04/2010, domingo
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP)
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira e Giovani Cesar Canzian

Santos
Felipe; Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André
Técnico: Dorival Júnior

São Paulo
Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner (Jean) e Cleber Santana (Washington); Dagoberto e Fernandinho
Técnico: Ricardo Gomes

Embalado, Santos tenta confirmar vantagem

Vivendo grande fase, Peixe pode até perder por um gol na Vila. Mas o Tricolor não está entregue e quer acabar com a pose do rival

GLOBOESPORTE.COM
Santos, SP

Ataque do Santos promete um novo show na tarde deste domingo, na Vila Santos e São Paulo fazem a segunda partida semifinal do Paulistão, neste domingo, às 16h (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Melhor time do país neste primeiro semestre, com 87 gols em 24 partidas, o Peixe entra em campo em situação relativamente confortável. Pode até perder por um gol de diferença, já que venceu o primeiro jogo, domingo passado, no Morumbi, por 3 a 2. Quem levar a melhor encara o vencedor do duelo entre Santo André e Grêmio Prudente nas finais - no primeiro jogo, 2 a 1 para os andreenses.

Mas, como disse o "profeta" Hernanes durante a semana, essa partida pode derrubar por terra algumas verdades estabelecidas. O volante tricolor lembra que nem sempre favorito vence e que o São Paulo mostrou no primeiro jogo, apesar da derrota, que tem força para brecar os meninos da Vila. O Peixe abriu 2 a 0, mas o Tricolor, com um a menos (Marlos foi expulso), conseguiu o empate e criou chances até para virar. No entanto, acabou levando o terceiro gol no fim.

Quem levará a melhor? O endiabrado time santista ou a experiente e equilibrada equipe tricolor? Você terá a reposta acompanhando todos os lances, em Tempo Real, pelo GLOBOESPORTE.COM. A TV Globo transmite ao vivo para os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia. O restante do País acompanha pelo Premiere, em sistema pay-per-view.



Mudar por quê?



O técnico do Santos, Dorival Júnior, tem todos os seus jogadores à disposição e no único coletivo realizado nesta semana manteve a escalação da primeira partida. Mesmo sem precisar fazer gols para passar à final, o treinador mantém um esquema ofensivo, com um volante (Arouca), dois meias (Marquinhos e Paulo Henrique Ganso) e três atacantes (Neymar, Robinho e André). Para o treinador, o Peixe não sabe jogar de outra forma que não seja tomando a iniciativa, partindo para cima.


- O time vem jogando muito bem dessa forma e não tem motivos para mudar. O que eu enfatizei com os jogadores é que haja uma maior participação de todos na marcação, algo que fazemos muito bem, mas que no primeiro jogo não ocorreu – afirmou o treinador.



São Paulo acredita




Hernanes é uma das armas do Tricolor para a decisão deste domingo No Tricolor, apesar da obrigação de vencer por dois gols de diferença, a confiança é grande. Todos se espelham na reação mostrada pela equipe no segundo tempo da partida realizada no Morumbi para manterem vivas as esperanças de classificação à final. E o time chega ao duelo decisivo com mudanças em todos os setores da equipe.



Na defesa, Richarlyson, recuperado de contusão que o afastou por 23 dias dos gramados, entra na vaga de Junior Cesar, que não teve boa atuação na primeira partida semifinal. O camisa 20, segundo o técnico Ricardo Gomes, vai aumentar o poder de marcação do setor, que sofreu muito com os avanços de Robinho e Neymar no duelo realizado no Morumbi. Na outra lateral, Cicinho volta a ganhar uma posição entre os titulares, com Jean indo para o banco de reservas.



No meio-campo, Marlos, expulso no duelo de ida, terá de cumprir suspensão automática e será substituído por Cléber Santana, que voltará a ganhar uma chance entre os titulares. Completando as mudanças, Washington, apesar de ser o artillheiro da equipe na temporada, com 11 gols, perdeu seu lugar no time para Fernandinho, que formará dupla de ataque com Dagoberto.



Ricardo Gomes pede organização e equilíbrio ao time.



- Nosso time tem que estar muito bem distribuído para segurar o adversário e também fazer os gols. E, acima de tudo, manter a atenção durante os 90 minutos para que não voltemos a sofrer gols no final - lembrou o treinador.



Ficha técnica:


SANTOS x SÃO PAULO
Felipe, Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar, André e Robinho. Rogério Ceni; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Hernanes, Cléber Santana e Jorge Wagner; Dagoberto e Fernandinho.
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Ricardo Gomes

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 18/04/2010. Árbitro: José Henrique de Carvalho. Auxiliares: Celso Barbosa de Oliveira e Giovani César Canzian .

Transmissão: A TV Globo transmite ao vivo para os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia. O restante do País acompanha pelo Premiere, em sistema pay-per-view.

Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir das 15h30m (horário de Brasília)

Vila Belmiro enfim lotará para apoiar time

O time é espetacular, mas só hoje o Santos deve jogar na Vila Belmiro com lotação máxima em 2010

Tudo bem diferente dos outros oito jogos pelo Paulista que o clube fez no seu mítico estádio. Neles, a média foi de apenas 9.100 pagantes. E em nenhum deles o número de ingressos vendidos foi maior do que 12 mil (no clássico contra o Corinthians, ficou abaixo dos 10 mil).

Isso em uma temporada em que o Santos resgatou a força do seu alçapão.

Contando também a Copa do Brasil, o time tem o fantástico aproveitamento de 83% dos pontos disputados. Perdeu somente uma vez em dez jogos disputados na Vila.

No ano passado, a performance da equipe na sua arena ficou abaixo dos 60%. Foram sete derrotas em 29 partidas lá.

Para a torcida do São Paulo, o único grande paulista que ainda não jogou no campo santista em 2010, foram disponibilizados 600 ingressos.

Clássico da Vila define filosofia e vaga

PAULO COBOS
da Reportagem Local

Vale vaga na final do Campeonato Paulista, o que nos dias atuais não é nada do outro mundo. Mas o resultado do clássico Santos x São Paulo, hoje, às 16h, na Vila Belmiro, terá significado especial, será novo capítulo de um antigo debate.

Se confirmar sua ida à decisão (consegue isso até perdendo por um gol de diferença), o Santos prosseguirá na sua cruzada para mostrar que é possível ganhar dando espetáculo.

Eliminado pelo time grande mais pragmático desta década (ninguém ganhou tantos títulos, quase sempre com placares magros, como o São Paulo no período), o Santos dará munição para quem defende que o importante é ser campeão, mesmo que seja jogando feio.

Não falta gente "secando" o Santos. "Esses rótulos podem mudar no primeiro tropeço", afirmou o volante são-paulino Hernanes, depois de dizer que o ser humano exagera nos elogios quando alguém marca muitos gols. "Vamos responder dentro de campo", devolveu o volante-lateral Wesley.

O técnico santista Dorival Jr. diz que um título santista seria uma bênção para o esporte. "Se o Santos continuar com o futebol que vem jogando, o futebol ganharia muito com uma conquista nossa", afirmou ele.

Sobram argumentos a favor do Santos. Em 2010, o time tem a fantástica média de 3,52 gols por jogo, número que sobe para 4,6 nos jogos disputados na Vila, o palco de hoje. O aproveitamento de pontos está em 83%.

Os céticos em relação ao time que encanta o país têm como principal argumento o fato de o Santos não ter repetido nos jogos contra os grandes o mesmo ritmo avassalador de confrontos contra times modestos.

Os novos meninos da Vila perderam para o Palmeiras, ganharam duas vezes do São Paulo com gols marcados nos minutos finais e quase cederam o empate a um Corinthians que tinha dois a menos. Nesses jogos, registrou média de dois gols sofridos por jogo, e o trio Ganso, Neymar e Robinho teve desempenho irregular.

O desfecho da partida de hoje deve influenciar no que vai acontecer até o dia 11 de maio, quando Dunga anunciará os 23 jogadores que levará para a Copa da África do Sul.

Triunfo santista dará munição aos defensores da convocação de Neymar e Ganso para o Mundial, como Pelé e Zico. Vão alegar que falta criatividade e sangue novo na seleção do técnico gaúcho. Fracasso do time litorâneo fortalecerá gente com opinião parecida com a de Dunga, que disse há poucos dias que não é hora para novidades.

Esses lembrarão que os dois ainda são verdes e não foram bem quando recentemente defenderam seleções de base.

Será o teste mais importante do insinuante Santos de 2010, mas pode não ser o último. Quem sobreviver ao clássico na Vila espera o vencedor da outra semifinal do Paulista. O Santo André, que joga em casa, leva boa vantagem sobre o Grêmio Prudente --o clube do ABC é outro que passa à decisão mesmo com derrota por um gol de diferença.

SANTOS
Felipe; Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos e Ganso; Robinho, Neymar e André.
Técnico: Dorival Jr.

SÃO PAULO
Rogério; Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Hernanes e Jorge Wagner; Dagoberto e Fernandinho.
Técnico: Ricardo Gomes

Local: estádio Vila Belmiro, em Santos
Horário: 16h
Juiz: José Henrique de Carvalho

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Imagens do baile na Vila Belmiro

Choro e lamentações

Rapidinho porque nem compensa ficar explicando o que é futebol pra quem só chuta de canela:

* O Santos deu um baile no Corinthians.

* O Corinthinas mostrou que não sabe perder, foi arrogante e deixou passar a oportunidade de reconhecer o talento de grandes jogadores.

* Roberto Carlos cavou descaradamente o pênalti - a situação foi muito diferente da falta marcada em Marquinhos - e merecia ter levado o cartão vermelho quando protagonizou um dos lances mais bizarros da história do futebol ao mandar de canela pela linha de fundo.

* Mano Menezes é um mito de porcelana que já se quebrou. Puta cara chato! Fazia caras e bocas, gestos tresloucados, reclamava acintosamente da arbitragem e se encolhia como uma boneca no banco de reservas. Parecia torcedor do São Paulo! Será que ele quer o lugar de Ricardo Gomes?

* O Santos errou ao ter pena do Corinthians. Deveria ter enfiado um saco. Tipo vira 5 acaba 10. Como bem frisou o jornalista Juca Kfouri em seu blog.

* Ronaldo ficou nervosinho? Resolveu falar besteira ao final do jogo por inveja de Neymar & Cia.? Tenha um pouco de dignidade, mister night carioca !

* Se eu quiser enviar um pacote de lenços, como eu descubro o endereço do estádio do Corinthians? Ou será que o Parque São Jorge pode ser chamado de estádio? Cristo, perdoem-me!

* Corto minhas duas orelhas se o Corinthians for campeão com esse time. Só tem mala-sem-alça frequentador de geriatria!

* Da próxima vez, sr. Chicão "brucutu" do Parque, Neymar evitará a humilhação com a jogada parada. Meterá um chapeuzinho no decorrer da partida! Ou dois, se quiser um para o seu companheiro William Pseudointelectual que não aguenta dribles.

* O melhor jogador do Corinthians foi o goleiro Felipe.

* Vamos falar a verdade: o Curintia com dois laterais de ofício teve melhor desempenho do que os improvisados Roberto Brum e Pará? Mandem Roberto Carlos pra Turquia! Antes que seja tarde!

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
* A ordem para Moacir quebrar Marquinhos teria partido de Mano "Desesperado" Menezes?

* Mano Menezes, por que não te calas?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Já estava tudo armado

Depois da arbitragem vergonhosa na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, só resta dizer o seguinte: este badalado time do São Paulo é uma invencionice.

Se o Santos não ficasse desanimado por causa do brutal favorecimento do árbitro para o Tricolinho, poderia vencer tranquilamente.

Podem ficar com esse título manchado, esse título podre.

Infelizmente, a Federação Paulista de Futebol já tinha planejado tudo. Para o São Paulo ser campeão.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sócrates: craque e ser humano fantástico

Faltou velocidade

A Internacional de Limeira tem um bom time de juniores. Alguns jogadores têm técnica bastante refinada, como Cauê e Luquinha.

Mas a habilidade, a técnica e a raça não suprem a necessidade de surpreender o adversário - ainda mais quando se trata de um time com um gigantesco respaldo estrutural como o Cruzeiro - por meio de jogadas rápidas.

A Inter, mesmo perdendo por 1 a 0, não mostrou disposição ofensiva. Não conseguiu engatar um contra-ataque com velocidade. Perdeu inúmeras bolas no meio-campo por pura falta de atenção. Em alguns momentos chegou a dar a impressão de displicência.

O técnico Betão Alcântara me pareceu excessivamente zeloso. Deveria ter mantido Cauê e colocado Rodrigo para jogar ao seu lado.

E se tomasse mais um gol? Ora bolas, qualquer time que precisa turbinar o setor ofensivo corre mais risco de tomar gols. O que não pode é ter medo.

Bem treinado, o Cruzeiro usou a falta de ousadia da Inter como quis. Em certo momento do segundo tempo, chegou a ficar meio desnorteado com as investidas pelo lado esquerdo. Mas logo o poder de ataque da Inter se arrefeceu e o time mineiro voltou a dar as cartas.

Ou seja, o Cruzeiro nunca se sentiu ameaçado e procurou levar o jogo em banho-maria. Afinal, já vinha de um jogo desgastante contra o Paraná, que exigiu muito da defesa cruzeirense.

O toque de bola da equipe azul celeste era muito melhor que o da Inter. A marcação deficiente do Leãozinho contribuía para a tranquilidade do time mineiro.

Por que a marcação estava falhando? Faltava mais volante? Pelo contrário. No primeiro tempo, foi justamente a falta de agressividade do ataque e distância entre os jogadores de meio-campo e os atacantes que permitiu ao Cruzeiro tocar a bola com certa facilidade na linha intermediária.

Se a Inter fosse mais incisiva no ataque, preocuparia mais o setor de meio-campo do Cruzeiro. E se os homens de criação leoninos tocassem com mais velocidade, exigiriam mais deslocamento dos atletas adversários, o que criaria mais espaços.

Agora, tocando a bola com lentidão, marcando de longe, carregando a bola demais, fica difícil superar um meio-campo entrosado como o do Cruzeiro.

Por outro lado, jogadores como Luquinha, Cauê, Alan e Schumacher demonstraram muito preparo. Jogaram como profissionais. O goleiro Renan Schumacher evitou pelo menos três gols do Cruzeiro. Já o arqueiro cruzeirense praticamente não trabalhou. Talvez numa falta ou num chute de meia distância.

De qualquer modo, ficou a sensação de que a Inter podia mais. E isso é bom. Tomara que sirva de lição para o profissional: não se abre mão de se atacar com velocidade nem se renuncia à ousadia por medo de tomar gols.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Golaço de Giovanni

Tem são-paulino no Big Brother




Meninas superpoderosas



































O time adulto de futsal feminino do Grêmio São Paulo nem é tão adulto assim. Com exceção da atleta Camila Suelen dos Santos, de 21 anos, a maior parte da equipe não atingiu a maioridade e é formada por garotas que poderiam integrar tranquilamente qualquer equipe infantil ou juvenil. É, porém, um time experiente. Já disputou várias competições - até regionais - e conquistou títulos importantes.

No sábado, em jogo de estreia pela Taça Liga Riopardense, aplicou 3 a 1 no no Unifeg/Guaxupé. As gremistas Carol (1) e Mirella (2) marcaram para o time limeirense.

Apesar da fama que o time vem ganhando, a situação financeira não é das melhores. O patrocínio é insuficiente para garantir que todas as necessidades sejam supridas. "Contamos com a ajuda de algumas empresas e até dos pais, que sabem do valor deste trabalho, mas ainda está longe do ideal", lamenta José Moreira, o Zeca, presidente da Liga Feminina de Futsal de Limeira e um dos incentivadores do Grêmio São Paulo.

As garotas passam por cima das dificuldades assim como atropelam as adversárias. A Secretaria Municipal de Esportes banca um terço das despesas. O restante vem com muito trabalho dentro e fora das quadras.

Atualmente, as atletas têm apenas um uniforme - contribuição do proprietário de autoescola Moacir Rangel. Alimentação, preparo físico, viagens, material farmacêutico e até os tênis dependem do apoio de pais, da Ideal Caçambas, da Plastcor e da Academia Fitness, que permite às meninas se exercitarem duas vezes por semana gratuitamente.

Os dramas, porém, não impedem que o time seja vencedor. A maioria das meninas da categoria Adulto joga junto há vários anos. Já conquistou o título e o vice-campeonato da Liga Riopardense. Em Limeira, as meninas da Adulto foram duas vezes campeãs do Torneio Municipal. E mais: são tetracampeãs de futebol de areia no campeonato que ocorre tradicionalmente no Jardim Vitório Lucato. Algumas até já jogaram em outros estados.

A maioria das meninas jogava com os garotos na rua antes de ir para o Grêmio São Paulo. "Já nasci sabendo jogar futebol", diz, cheia de autoestima, a fixa Jéssica. Torcedora do Corinthians, ela costumava jogar o dia inteiro com outras colegas da atual equipe na escola Mário Covas, no Parque Residencial Belinha Ometto. No time que está disputando a Liga Riopardense, já está há cinco anos.

O Grêmio foi uma iniciativa do esportista Manolo, que integrava o grupo de jovens da Comunidade São Paulo Apóstolo. No dia 10, a associação completou seis anos de fundação. Tem mais de 50 atletas inscritos em diferentes categorias - masculino e feminino.

Pessoas como a dona Vera Salvagim, mãe da goleira Tayná, e o técnico Roberlei Lopes de Assunção, conhecido como Sorín, ajudam o time voluntariamente. Dona Vera chegou a fazer bolo para o pessoal. Sorín treina o time várias vezes por semana em diferentes quadras. "A recompensa é ver as meninas conquistarem cada vez mais troféus", diz dona Vera.

A ala-esquerda Karina é considerada a atleta mais disciplinada do elenco. Foi descoberta jogando no Centro Rural do Pinhal e está há dois anos na equipe. Corintiana, quer ajudar o time a conquistar mais títulos neste ano. "Somos como uma família bastante unida. Todos querem o bem de todos", diz.

O time adulto do Grêmio São Paulo é formado por Tayná Mikaela Salvagim (13 anos, goleira, corintiana, apelido Xuxa), Jéssica Cristina dos Santos (15, fixa, corintiana, apelido Gordinha), Karina dos Santos Nascimento (19, ala-esquerda, corintiana, apelido Sítio), Jenifer Bruna Bernardelli (17, pivô, palmeirense, apelido Djê), Carolina Soudera Fujii (17, ala-esquerda, são-paulina, apelido Carol ou Japa), Mariane Cristina de Souza (16, ala-direita, corintiana, apelido Mary), Samara Thais Rissaty (17, ala-direita, corintiana, apelido Loirão), Kalifa Alves de Jesus (18, goleira, palmeirense, apelido Kaká), Adriane Cardoso dos Santos (20, artilheira do Paulista Sub-20, palmeirense), Mirella Cagliari (20, ala-esquerda, são-paulina, apelido Mi), Camila Suelen dos Santos (21, ala-direita, são-paulina, apelido Mila) e Cheila Camila da Silva (20, são-paulina, apelido Tchê ou Milinha).

Este ano, as meninas da categoria Adulto ainda disputarão o Interclubes, que será realizado em Limeira. Pensar em título nunca é exagero. Afinal, determinação é o que não falta para elas.

"Sempre entramos em quadra para vencer", declara Caroline, que, além de jogar um futebol de primeira qualidade, tem todos os requisitos para ser uma modelo de sucesso.

Oitavas da Copinha no Limeirão

Galo contrata; Inter pega o Cruzeiro
Notícia completa na edição de hoje do Jornal de Limeira

O Independente de Limeira confirmou ontem os primeiros reforços para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Os zagueiros Rafael (ex-Palmeirinha) e Paulão (ex-Mogi Mirim); o meio-campista Luiz Guilherme (ex-Radium); e os atacantes Acássio (ex-Palmeirinha) e Naldinho (ex-Sumaré). Estes atletas vão se apresentar com o restante do elenco no dia 1º de fevereiro.

Segundo o presidente do clube, Mário César Rodrigues, o Marinho, a apresentação dos jogadores está atrasada por causa das reformas no Estádio Comendador Agostinho Prada.

"Nossa intenção era retornar no dia 11, mas as reformas do estádio ainda estão em andamento. O gramado está sendo revitalizado e construímos novos banheiros e um vestiário feminino para a arbitragem", informou.

Rodrigues confirmou também que jogadores da equipe Sub-20 serão utilizados no time profissional - como o goleiro China, o zagueiro Carlinhos, o lateral-direito Cléber, o volante Natan, os meio-campistas Mateus Garcia e Tiziu, além do atacante Amarildo. "Estes meninos se destacaram durante o Campeonato Paulista e serão utilizados durante as partidas", finalizou.

INTER

A Inter de Limeira está na próxima fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A equipe enfrentou o Campinas, em Limeira, e venceu pelo placar de 2 a 1. Renan, aos 8 minutos da primeira etapa, abriu o placar para a Inter. Weder, 6 minutos depois, aumentou o placar. No final do primeiro tempo, Caio diminuiu para o Campinas, mas a reação parou por aí.

O adversário da Inter será o Cruzeiro, que venceu o Paraná Clube, por 1 a 0, ontem. A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou a tabela da Terceira Fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Pelas oitavas de final, o Leãozinho enfrentará a equipe azul celeste de Minas Gerais no Limeirão, no próximo domingo. O jogo será realizado às 10h, com transmissão ao vivo pela Rede Vida.

CRUZEIRO

O Cruzeiro obteve o seu quarto triunfo consecutivo na Copa São Paulo de Futebol Júnior ao derrotar o Paraná, por 1 a 0, na tarde de ontem, no Estádio "Vereador José Ferrez", em Taboão da Serra. Com a difícil vitória, o time celeste, que levou sufoco do adversário em muitos momentos da partida, segue na disputa pelo seu segundo título da competição.

Dos quatro representantes mineiros na Copa São Paulo, o Cruzeiro, que segue com 100% de aproveitamento, é o único a continuar na competição. Atlético-MG e Funorte foram eliminados ainda na primeira fase, enquanto o América foi derrotado pelo Corinthians, por 2 a 0, na quarta-feira, em uma das 16 partidas da segunda etapa.

A Inter de Limeira, adversária do Cruzeiro nas oitavas de final, conquistou sua vaga, também na quarta-feira, ao vencer o Campinas, por 2 a 1. Desta forma, o time paulista chegou à fase seguinte da Copa São Paulo com três vitórias - Mogi Mirim (1 a 0), Pernambuco (3 a 2), além do Campinas -, e um empate, diante do Inter-RS, por 2 a 2.

A equipe mineira, que foi a líder do Grupo A, tinha goleado o São José-RS (5 a 0) e derrotado Botafogo e Taboão da Serra (ambos por 2 a 1), além do Paraná. Já a equipe do Sul do País, que terminou a fase de classificação na primeira colocação da Chave B, tinha vencido Marília, do Maranhão, por 4 a 3, empatado com o Grêmio Barueri, por 2 a 2, e goleado o São Bento, por 4 a 0.

Deu no Jornal de Limeira

Como foi publicado no Jornal de Limeira, hoje, a Federação Paulista de Futebol transferiu o jogo entre Rio Claro e Botafogo para o Limeirão. Veja a notícia completa atualizada, abaixo. Se quiser saber mais, clique nos links. Eu não vou ficar repetindo notícia que todo mundo dá só pra fazer de conta que sou super-antenado.


FPF altera local de três jogos na abertura do Paulistão

Bragantino, Rio Claro e Sertãozinho não poderão atuar em seus campos na primeira rodada do torneio

SÃO PAULO - A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou na noite desta quinta-feira a alteração do local de três jogos da primeira rodada do Paulistão, que acontece neste fim de semana. A mudança foi provocada após o Ministério Público revelar que nove estádios que seriam utilizados no campeonato estavam irregulares, sem os laudos técnicos necessários.

Veja também:
MP veta nove estádios para o Paulistão
Tabela de jogos do Paulistão

Entre os nove estádios interditados pelo Ministério Público, cinco seriam utilizados na primeira rodada do campeonato. Dois deles, porém, foram liberados nesta quinta-feira mesmo, após a apresentação dos laudos técnicos: Santa Cruz, em Ribeirão Preto, que receberá Monte Azul x Corinthians no domingo, e Novelli Júnior, em Itu, que será palco de Ituano x Mirassol no sábado.
Mas outros três jogos da primeira rodada tiveram de mudar de local.
Bragantino x Oeste passou do Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, para a Arena Barueri, em Barueri - será sábado, às 16 horas. Rio Claro x Botafogo foi do Augusto Schmidt, em Rio Claro, para o Major Levy Sobrinho, em Limeira - também será sábado, às 16 horas. E Sertãozinho x Barueri saiu do Frederico Dalmazo, em Sertãozinho, para o Hermínio Ometto, em Araras - será no domingo, às 11 horas.Outros quatro estádios do Paulistão estão com problemas, mas não serão utilizados nesta primeira rodada: Décio Vitta, do Rio Branco, Canindé, da Portuguesa, Ildenor Picardi Semeghine, do Oeste, e Atlético Monte Azul, do Monte Azul. Assim, esses clubes têm mais algum tempo para tentar liberá-los da interdição.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Globo Esporte também tem Vanessa Martins

Depois de um longo período de reflexão (até porque não sigo o padrão do blogueiro normal) volto a teclar minhas impressões neste espaço odiado por uns e amado por muitos.
Principalmente porque assisti a um dos melhores Globo Esporte dos últimos tempos. Hoje foi animal! Matérias bem sacadas, interessantes, divertidas e um baita entrosamente entre Tiago Adrenalina e os repórteres. Sou mesmo fã desse inquieto apresentador, que sabe tudo da voz da arquibancada. Ele é o cara, mano!
Pra completar, que maravilha! Uma linda repórter cobre o dia a dia na Vila Belmiro. Isso quer dizer que além de me informar com as coisas do time do meu coração, verei também Vanessa Martins, uma verdadeira sereia! Finalmente o Globo Esporte entrou nos eixos!



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Comentários, só

Notícia, só quando der na telha.

Aqui quem fala alto é a opinião. Mesmo que seja tosca.

Como berra Chorão, eu não sei fazer poesia, mas que se foda!

Feliz tudo o que vocês quiserem! Natal, bacanal ou vida surreal!

O importante é ter em mente que, se a vida é um jogo, os dados continuam rolando enquanto a tampa do caixão não se fechar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Palmeiras fake

O internauta votou e não escondeu sua insatisfação com o time do Palmeiras no Brasileirão.

Para a maioria, o Verdão foi a equipe que mais besteiras cometeu durante o campeonato.

Infelizmente, para os seus torcedores, parece que a sina vai continuar. Enquanto esta arrogância copiada em xérox do São Paulo persistir, os desencontros vão ocorrer.

Sorte do novo presidente do Santos, que aprendeu a pensar antes de dizer e não posar de revolucionário como o colega Belluzo.

Pra encerrar, que palhaçada é esta de torcida e diretoria exigirem que os jogadores sigam um padrão de estética?

Não pode colocar aplique? E o Rick vai se enquadrar? Será insegurança?

Ah, vão morder o pai na bunda!